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sábado, 1 de janeiro de 2011

Matamorfose Olímpica



Uma grande atração , uma nova volta, um novo ano, o início de uma mutação. A cidade maravilhosa se prepara para tecer as linhas que a levará alçar vôos mais altos. O momento é propício a uma experiência de gestação sustentável. O início da segunda década do nosso século começa a ensaiar oportunidades com as quais será possível sincronizar democraticamente os pensamentos de todas as nações.

Os jogos Olimpicos de 2016 poderão ser os mais verdes da história, desde que saibamos conscientemente o que significa ser verde. Quais e quantos critérios devemos seguir? Existirá um modelo filosófico, físico, ou matemático capaz de prever para onde o vento irá soprar?


A humanidade aponta querer dançar de mãos dadas. O que parece ser importante é que a dança sirva de debate civilizado para um amadurecimento a cerca de quais critérios servirão para a formação de sociedades diversas que possam se sustentar. Definir critérios é uma experiência viva, que se enriquece e se alimenta a cada florescer de uma nova mente pensante.



Я говорю вам: надо иметь в себе хаос, чтобы родить танцующую звезду.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Tão verde quanto pernambucana



A excelência em sustentabilidade ambiental está cada vez mais presente nas grandes obras no planeta. Além de ter virado uma exigência da sociedade, a questão também é apontada como moeda de troca das grandes empreitadas deste século. A Fifa, por exemplo, criou o Green Goal Program, com o objetivo de identificar possíveis impactos ambientais dos estádios na Copa do Mundo, além de exigir tecnologias renováveis. A demanda ocorreu na África do Sul, neste ano, e vai acontecer no Brasil, em 2014. Apesar de o foco na arena pernambucana para o Mundial ser basicamente sobre o andamento da obra milionária ou a negociação com os grandes clubes do Recife, o projeto também prevê a utilização de novas tecnologias autossustentáveis. Uma delas será inédita em escala mundial. Após cinco anos de desenvolvimento, a Braskem - braço petroquímico da Odebrecht, que lidera o consórcio da arena local - finalmente criou cadeiras de plástico produzidas a partir de um material bem diferente do petróleo, matéria-prima utilizada há decadas. Os 46.214 assentos do estádio em São Lourenço da Mata serão feitos a partir da cana-de-açúcar. Mais verde e mais pernambucano, impossível.

O plástico verde (biopolietileno) é resultado de um processo a partir da desidratação do etanol proveniente da cana-de-açúcar, gerando uma matéria-prima 100% renovável. Até a produção deste plástico é mais limpa, com uma redução no nível de dióxido de carbono na atmosfera. A primeira versão do produto - que vem sendo utilizado na indústria automobilística e de cosméticos - foi lançada em junho de 2007. No ano seguinte, foi utilizado na concepção do troféu do GP do Brasil de Fórmula 1, em uma peça desenhada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.



Agora, com o certificado internacional de reconhecimento da eficácia, a Odebrecht vai implantar a ideia no estádio. A primeira indústria da empresa para este fim, orçada em R$ 500 milhões, está sendo construída no Rio Grande do Sul e começará a operar em 2011.

Em Pernambuco, essa nova cadeira- que apesar do nome "verde" numa referência ecológica terá, na verdade, a cor vermelha - será o ponto alto do projeto sustentável da arena. O estádio conta ainda com medidas sócio-ambientais mais conhecidas, como o uso de energia solar, reaproveitamento de água, soluções de ventilação e tratamento de esgoto, uma vez que o estádio ficará muito próximo ao Rio Capibaribe, que contorna o terreno de 270 hectares.



Tudo isso foi necessário para que o comitê local conseguisse, antes do início das obras, a Licença em Energia e Design Ambiental (LEED, sigla em inglês), exigida pela Fifa. A certificação para edifícios sustentáveis é emitida pelo Conselho Norte-americano de Construções Verdes (USGBC, sigla em inglês). O estudo sobre a racionalização de recursos existe desde 1998 e já aprovou cerca de 14 mil projetos no mundo.

"A durabilidade desse novo plastico é idêntica do plástico tradicional, mas com uma produção limpa, que utiliza energia renovável. Com isso atendemos aos critérios da Fifa, e vamos além, fazendouma arena sustentável. Será um local que não vai tratar o público como torcedor, mas como cliente", diz o diretor de engenharia da Odebrecht, José Érico, que ressalta ainda a preservação de 600 mil metros quadrados de área verde no local. "Essa área verde será recuperada. Com tudo isso, queremos fazer um local que receba visitas durante a semana, como um museu, num ambiente familiar", afimou o diretor. Dos canaviais da Zona da Mata para a arquibancada, o passo pioneiro de responsabilidade ambiental da Copa no estado.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

COPA VERDE


Tema constante em todo o noticiário brasileiro, a copa do mundo de 2014 a ser realizada no Brasil, promete tornar-se exemplo para o mundo em termos de sustentabilidade. Em detrimento da arquitetura unicamente de caráter espetáculo, feita com verdadeiros elefantes brancos, vários arquitetos responsáveis pela construção dos estádios brasileiros tem mostrado interesse em certificar-se que em seus projetos estejam critérios cuerentes consumo de energia e água e conforto ambiental.


O blog COPA VERDE é um dos exemplo desta conscientização. Criado por um grupo de arquitetos brasileiros e americanos,o blog mostra diversas informações a respeito do que se está pensando para o evento e faz também uma comparação com o que é praticado ao redor do mundo.