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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Seu Bolso Pesa uma Tonelada

A entrega de entulho, como eletrodomésticos, restos de madeira e pneus, subiu de 300 para 650 caçambas recebidas por mês nos Ecopontos de São Paulo. É o primeiro balanço divulgado pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras desde que a multa para o despejo irregular subiu de R$ 500 para R$ 12 mil em julho.

A legislação também prevê a apreensão do veículo utilizado para transportar o material. Desde que entrou em vigor, a lei já multou 40 pessoas. As 31 subprefeituras mantêm um plano de fiscalização que envolve a realização de blitz em certos pontos da cidade e, periodicamente, realizam operações em toda a capital para flagrar irregularidades.

Operação orienta moradores

Semanalmente, as subprefeituras realizam a Operação Cata-bagulho. Agentes orientam a população a deixar sobre as calçadas móveis e eletrodomésticos quebrados, restos de madeiras, pneus e demais objetos nos finais de semana. No dia combinado, um caminhão recolhe os materiais e os leva ao local de descarte regular.

A prefeitura conta com 38 Ecopontos espalhados pela capital. Cada cidadão pode deixar até 1 m³ de entulho por dia (correspondente a uma caixa d'água de mil l), além de grandes objetos (como móveis e poda de árvores) e resíduos recicláveis.

Via: Terra

domingo, 1 de agosto de 2010

Régua Verde



Para medir a ecoeficência de um produto ou serviço é preciso calcular e comprovar uma porção de qualidades sócioambientais e econômicas. São cálculos complexos que demandam conhecimento e bastante tempo. Para facilitar a terefa de designers e arquitetos, inclusive brasileiros, a Herman Miller, fabricante mundial de mobiliário corporativo, adotou o ecoScorecard, uma ferramenta gratuita que avalia a documentação necessária para adquirir a certificação Leed e de outros sistemas para móveis e projetos de arquitetura de interiores.

O ecoscorecard mostra, crédito a crédito, como um produto da Herman Miller contribui para um dos sete itens avaliados pelos sistemas de certificação de prédios verdes, onde mobiliário é item importante de um projeto. O passo a passo do processo está disponível em vídeo no site da empresa, que é a primeira do nicho de móveis corporativos a aderir à ferramenta, que contabilizou 300 usuários em um mês. “Nós tínhamos bastante dados já processados, mas era preciso otimizar todas as informações para que pudessem ser usadas por qualquer um”, explica Paul Murray, diretor de meio ambiente, saúde e segurança da empresa. Ele acrescenta que o escoscorecard é útil também para educadores e estudantes pensarem em como planejar um prédio sustentável e para qualquer pessoa que queira esverdejar a casa, o escritório, a empresa.

A Herman Miller foi fundada em 1923 por D.J. De Pree em Michigan, EUA e desde então cria espaços que realçam os lugares onde as pessoas trabalham, aprendem e vivem. A cadeira Aeron destacou-se como inovação em disign, fez parte do acervo do MoMa de Nova York e recebeu o prêmio Business Week como “Design da Década de 90”. Em 2010, a empresa foi citada pela FORTUNE como uma das “Mais Admiradas” em seu segmento e está entre as “100 Melhores Empresas para se trabalhar” nos Estados Unidos da América.

Via:Revista Época

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cana-de-Açucar: Dados CONCRETOS

Os dados mundiais recentes acerca de desenvolvimento sustentado mostram que, em termos de viabilidade econômica, o petróleo não dará conta da demanda energética cada vez mais crescente, fazendo com que alternativas como o etanol de cana-de-açúcar desponte como solução adequada para o problema. Porém como toda solução humana não é perfeita nem acabada.

Dentre os vários problemas criados por essa solução está o óbvio fato de que uma monocultura, qualquer que seja, traz consigo um empobrecimento do meio ambiente. Outro ponto é que o processo produtivo em si, gera uma quantidade tal de resíduos que a natureza, por si própria, não conseguiria absorver. Para este problema em particular, já há os primeiros ensaios que podem amenizar o impacto ambiental da cultura da cana.


Pelo país a fora já são inúmeros os exemplos plantações com tecnologia que reaproveitam o que sobra da produção de combustível e açúcar. A queima do bagaço da cana pode ,por exemplo, tornar-se combustível para gerar energia para as próprias fábricas. O problema final é que mesmo depois desse reaproveitamento há a geração de mais um subproduto: as cinzas.



Visando atender essa questão, uma equipe de pesquisadores da UFSCar estuda a possibilidade de utilizar as cinzas na produção de concreto. O processo consiste na substituição de parte da areia, elemento de extração cada vez mais dispendiosa, pelos restos de cinzas. A princípio, o grupo descobriu que a chamada "areia de cana" devidamente trabalhada pode apresentar características semelhantes à areia normal.



Ensaios de durabilidade ainda estão sendo feitos, porém resultados preliminares já revelam que cerca de 30% a 50% da areia pode ser substituída, variando de acordo com o tipo de estrutura de construção. Um dado positivo mostra que a utilização da cinza elevou a resistência do concreto em mais de 15%”.

sábado, 27 de março de 2010

O Homem que engarrafava

Este vídeo abaixo fala um pouco do impacto que as garrafas de água causam dentro do seu modelo atual de distribuição dentro de uma realidade de países mais desenvolvidos.

Uma boa avaliação de ACV ( Análise de ciclo de vida) pode demonstrar-nos como é custoso inserir este produto acabado no processo, levando-nos a questionar: Quais os impactos sociais, ambientais e econômicos? Será que as embalagens são mesmas necessárias? A qualidade final deste produto vale a pena ?



Um meio de distribuição da água mais viável para o tripé da sustentabilidade seria eleminar totalmente as embalagens e democratizar sua distribuição através de redes públicas inteligentes.

Uma idéia possível de se pensar para alguns países mais desenvolvidos, porém longe de países "em desenvolvimento" como o Brasil repleto de ações básicas ainda por fazer.