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sábado, 27 de novembro de 2010

Ceará: Terra da Luz

A era global da diversidade energética veio para ficar. O libertário lema abolicionista inspira novos negócios e impulsiona a economia verde no Ceará. A construção da Usina Solar de Tauá começa e dá exemplo ao país do quão importante é a complementariedade energética com matrizes limpas.


A previsão é que a operação comece já em Maio/2001

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cana-de-Açucar: Dados CONCRETOS

Os dados mundiais recentes acerca de desenvolvimento sustentado mostram que, em termos de viabilidade econômica, o petróleo não dará conta da demanda energética cada vez mais crescente, fazendo com que alternativas como o etanol de cana-de-açúcar desponte como solução adequada para o problema. Porém como toda solução humana não é perfeita nem acabada.

Dentre os vários problemas criados por essa solução está o óbvio fato de que uma monocultura, qualquer que seja, traz consigo um empobrecimento do meio ambiente. Outro ponto é que o processo produtivo em si, gera uma quantidade tal de resíduos que a natureza, por si própria, não conseguiria absorver. Para este problema em particular, já há os primeiros ensaios que podem amenizar o impacto ambiental da cultura da cana.


Pelo país a fora já são inúmeros os exemplos plantações com tecnologia que reaproveitam o que sobra da produção de combustível e açúcar. A queima do bagaço da cana pode ,por exemplo, tornar-se combustível para gerar energia para as próprias fábricas. O problema final é que mesmo depois desse reaproveitamento há a geração de mais um subproduto: as cinzas.



Visando atender essa questão, uma equipe de pesquisadores da UFSCar estuda a possibilidade de utilizar as cinzas na produção de concreto. O processo consiste na substituição de parte da areia, elemento de extração cada vez mais dispendiosa, pelos restos de cinzas. A princípio, o grupo descobriu que a chamada "areia de cana" devidamente trabalhada pode apresentar características semelhantes à areia normal.



Ensaios de durabilidade ainda estão sendo feitos, porém resultados preliminares já revelam que cerca de 30% a 50% da areia pode ser substituída, variando de acordo com o tipo de estrutura de construção. Um dado positivo mostra que a utilização da cinza elevou a resistência do concreto em mais de 15%”.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pedala Robinho

Um hotel na Dinamarca anunciou nesta quinta-feira que passará a oferecer uma refeição grátis a hóspedes que produzirem eletricidade por meio de uma bicicleta ligada a um gerador. está instalando duas destas bicicletas e diz que o objetivo é, ao mesmo tempo em que promove a forma física dos hóspedes, reduzir suas "pegadas de carbono" (quantidade de dióxido de carbono que produzem como resultado direto ou indireto de uma atividade).

Hóspedes vão precisar produzir pelo menos 10 MWh de eletricidade, o equivalente a 15 minutos de pedalada de uma pessoa medianamente em forma para ter direito à refeição.

A administração afirma que isso será o suficiente para acender apenas poucas lâmpadas, mas a ideia principal é incentivar o debate sobre o consumo de energia. O hotel já produz energia renovável com 2500 m² de painéis solares.

A Dinamarca possui uma das capitais do mundo mais adaptadas ao ciclismo e investe bastante em energias renováveis, incluindo fazendas eólicas, que geram um quinto da eletricidade que o país consome.


via: BBC

sábado, 27 de março de 2010

Ceará terá a maior usina solar da América Latina


A primeira usina de energia Solar do Ceará, com porte de maior da América Latina, tem seu projeto lançado hoje, em Tauá, na região dos Inhamuns. No local, executivos da MPX Solar, empresa responsável pelo empreendimento, ao lado do governador Cid Gomes, participam de uma solenidade, às 18 horas.

O início das obras está previsto para abril e deve terminar em dezembro. No primeiro momento, a usina deverá gerar 1 megawatt (MW) de energia, ao custo de R$ 12 milhões. Em uma segunda etapa, a geração pode chegar a 5 MW, já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e se a força do sol ajudar, a produção poderá atingir até 50 MW.

De acordo com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace) todos os critérios ambientais estabelecidos até agora foram cumpridos pela MPX. ``Fizemos estudos de impacto para serem apresentados ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema). Até agora está tudo em ordem``, garantiu a superintendente da Semace, Maria Lucia Teixeira.

A primeira licença obtida pela MPX foi a chamada prévia, que é concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento e aprova sua localização e concepção, atesta a viabilidade ambiental e estabelece os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implantação. Esta licença ainda não autoriza a execução da obra.

Instalação No último dia 16 de março, a empresa adquiriu a Licença de Instalação, que autorizou o início da construção do empreendimento de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos executivos aprovados. É nesta etapa que está o andamento da usina de Tauá. No fim das obras, o que deve ocorrer em dezembro, a Semace fará uma varredura completa nas instalações da usina para, aí sim, outorgar a última e decisiva liberação.

A Licença de Operação, que permitirá o funcionamento da usina de Tauá. Maria Lucia Teixeira acredita que não devam ocorrer problemas, mas garante que a fiscalização será intensa. Ela acredita que haverá sim impacto com a chegada da usina solar, mas no tocante ao dia-a-dia da população. ``Vai mudar a vida do povo. Eles não estão acostumados a agitação e, com certeza, o novo empreendimento vai trazer novos investimentos, maior trânsito de pessoas e aumento considerável na economia local``, avalia.

A mudança na rotina do município será boa de acordo com Lúcia. ``Tauá está dentro da caatinga e esta é uma boa maneira de levar a independência do local perante aos longos períodos de secas.``

Via: Jornal O POVO

quarta-feira, 17 de março de 2010

Consumo recorde de água e energia no Ceará


Nem na seca de 1915 choveu tão pouco. Fevereiro de 2010 foi o mais seco no Ceará nos últimos 98 anos, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Sem a chuva para amenizar o calor, o jeito tem sido recorrer a banhos mais prolongados e ao uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. Tanto que os consumos de água e energia bateram recordes.

Dados da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) mostram que o mês de fevereiro de 2010 foi o que teve o maior consumo de água em Fortaleza desde que o órgão foi criado, há 37 anos. O volume líquido foi de 10.998.750 metros cúbicos, 7,7% a mais do que no mesmo período do ano passado. No último dia 11, a Companhia Energética do Ceará (Coelce) também registrou o maior consumo de energia elétrica da história, com pico de 1.509 MW. Comparado a março de 2009, o crescimento foi de 24,91%.

``Ninguém aguenta mais esse calor. É de matar qualquer um``, comenta o comerciante Márcio Oliveira, 45. Na casa dele, as contas de água e energia ficaram mais caras. ``Comprei ar-condicionado para conseguir dormir. E tomo uns cinco banhos por dia``, diz. Para ele, nunca fez tanto calor em Fortaleza.

No banco de dados da Funceme, há informações de quanto choveu na Capital a partir de 1974. O mês de fevereiro de 2010 foi o mais seco nesses últimos 36 anos. Em média, choveu apenas 25,8 milímetros. Antes, a menor precipitação havia sido em 2001, com 47,6 mm. Para se ter ideia, no ano passado a média foi de 304,9 mm, quase 12 vezes a mais do que o registrado em 2010.

Com relação ao Ceará, os dados da Funceme são mais amplos, com registros das chuvas no Estado a partir de 1912. De lá pra cá, o fevereiro mais seco foi o deste ano. A média foi de apenas 26,5 milímetros, 82,4% abaixo da média histórica. Antes, o fevereiro menos chuvoso era o de 1951, com 28,2 milímetros.

Mais banhos
``O calor incomoda muito. O tempo está quente e com pouca brisa``, observa o professor Cláudio Meneses. Com a temperatura lá em cima, ele e a família passaram a consumir mais água. ``Normalmente, a gente toma uma média de três banhos por dia. Agora tem sido quatro, cinco``, lembra. Além disso, a quantidade de roupa para lavar aumentou. ``A gente sai de casa uma vez e a camisa fica toda suada. Tem que trocar pelo menos duas vezes por dia``, comenta. Este mês, o consumo de água na casa dele foi de 27 metros cúbicos. ``Antes, ficava entre 20 e 21``.

Luiz Celso Braga, um dos gerentes da Cagece, conta que o aumento no consumo de água foi maior do que o esperado. ``É comum que aumente a cada mês, mas é uma variação pequena. Dessa vez, foi um crescimento maior. Por causa do calor, as pessoas tomam mais banhos e de forma mais demorada``.

Mesmo com o calor, é preciso ficar atento para evitar desperdícios, lembra Luiz Braga. ``Esse cuidado é preciso ter sempre, não só nesse momento``, diz. O gerente também garante que não faltará água. ``Já fizemos uma pequena manobra operacional por causa desse aumento no consumo. Substituímos uma bomba por outra de maior capacidade pra conseguir atender a demanda``.

fonte: Jornal OPOVO -Fortaleza -CE

sábado, 6 de março de 2010

Tinta Solar

Células solares “impressas” em folhas de papel ou “pintadas” em paredes, janelas e telhados. A ideia pareceu surreal? Desenvolvida na Universidade do Texas, a nanopartícula solar em formato de tinta poderá ser utilizada em qualquer superfície, captando a energia do sol e transformando-a em eletricidade.

Segundo Brian Korgel, engenheiro químico e um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, a nova célula poderá ser fabricada utilizando apenas um décimo dos custos necessários para produzir uma placa solar tradicional.


“Isso é essencialmente o que é necessário para tornar a tecnologia da célula solar fotovoltaica amplamente adotada”, disse Korgel. “O sol fornece um recurso de energia quase ilimitado, mas as atuais tecnologias de aproveitamento solar são caras e não podem competir com os combustíveis fósseis.”

Nos últimos dois anos, Korgel e sua equipe têm trabalhado na fabricação dos nanomateriais para a energia fotovoltaica – ou célula solar. Os estudos estão sendo desenvolvidos no Departamento de Química e Bioquímica da Universidade, em parceria com o Departamento de Engenharia Electrotécnica e Informática. O estudo também foi apresentado recentemente em uma edição da conceituada revista Journal of American Chemical Society.

A tinta solar

As tintas podem ser utilizadas em uma impressora rolo a rolo e em uma superfície de plástico ou aço inoxidável. “Você teria que pintar algumas camadas da tinta no material absorvente”, informou Korgel. Ele conta que o processo utiliza nanomateriais para a absorção da luz solar 10 mil vezes mais finos que um fio de cabelo. Graças às propriedades físicas do seu tamanho microscópico, é possível obter uma maior eficiência dos dispositivos, afirma.

Em 2002, ele co-fundou uma companhia chamada Innovating, baseada na Califórnia, que produz tintas usando o silício como base. Desta vez, Korgel e sua equipe estão usando seleneto de cobre, índio e gálio (CIGS), que são mais baratos e mais benignos em termos de impacto ambiental.

“CIGS tem algumas vantagens sobre o silício”, disse Korgel. “Esse é um semicondutor de gap de banda direto, o que significa que você precisa de muito menos material para fazer uma célula solar, e essa é uma das maiores vantagens em potencial do produto”.

Sua equipe desenvolveu protótipos de células solares com uma eficiência de 1%, no entanto, eles visam chegar a 10%. “Se chegarmos a 10 % haverá um verdadeiro potencial de comercialização”, disse Korgel. “Se funcionar, acho que você poderá vê-lo sendo usado dentro de três a cinco anos”, afirmou o engenheiro que também informou que já há interesses de possíveis parceiros comerciais.

Fonte:Eco4Planet

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Usina de ONDAS


A primeira usina de ondas do País, a ser instalada no Pecém, deve começar a operar até o fim do ano. A projeção, do coordenador do Energia e Comunicações da Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), Renato Rolim, é dada diante do andamento das obras de preparação da área de 200 metros quadrados no quebra-mar do Terminal de Múltiplas Utilidades do Pecém (TMUT) para abrigar a usina-piloto de produção de energia elétrica a partir das ondas do mar.

Para isso, está sendo feito um "engordamento" de uma área na parte leste do quebra-mar que receberá as estacas nas quais serão montadas as pás da usina. A obra deve ficar pronta em junho próximo, segundo Rolim. "Atualmente, o projeto passa pela fase de aquisição e contratação de empresas que vão fabricar os materiais", explica. "A partir de julho, deve começar a implantação da usina". O investimento no equipamento é de cerca de R$ 12 milhões, sendo R$ 1 milhão de contrapartida do Governo do Estado (em parceria com a Universidade Federal do Ceará) e R$ 11 milhões da Aneel, oriundos do item Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologias da Tractebel, a serem investidos na fabricação, instalação e monitoramento das duas células da Usina de Ondas e de mais um braço para o dessalinizador. A detentora do projeto é a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Participam também a Seinfra, Cearaportos e a multinacional Tractbel. O equipamento também acoplará um protótipo de uma usina de dessalinização de água do mar.

A previsão da Seinfra é de que o protótipo funcione por três anos para avaliação da tecnologia que aproveita a regularidade dos ventos e frequência das ondas do mar para a produção de energia elétrica. A produção de 100 kW é o equivalente ao consumo de 60 casas do padrão médio de consumo de energia elétrica no Estado e, mesmo em fase de pesquisa gerará, energia suficiente para ser aproveitada para ser aproveita pelas instalações do Porto do Pecém. "O projeto é pioneiro no País", afirmou Rolim. O projeto busca dinamizar a matriz energética cearense.

Uma das vantagens da usina de ondas é o baixo impacto ambiental, pois se trata de uma fonte limpa de energia e não necessita represar a água.

Via: DIARIO DO NORDESTE